Incomoda-me de maneira não pouco comedida a constante imposição que a vida nos faz em optar por caminhos cujo conflito repousa apenas nas hipócritas convenções estabelecidas pelo homem. Minha mente é livre – ou ao menos é assim que a apreendo – e como tal reage a qualquer limite a ela imposto como derivados de preconceitos ou normas. Meu corpo é livre – ou ao menos é assim que o sinto – e como tal sofre com os prazeres a ele negados pela ditadura dos costumes. A rebeldia é minha única saída, adormecida anos a fio por uma aderência às regras sociais. Ou a rebeldia não é uma saída, na medida em que os anos em que mesma se incubou a enfraqueceram de tal forma que exercê-la agora seria o mesmo que incendiar sua própria casa – bens preciosos se perderiam…

Invade-me a sensação do impasse. Resta-me porém converter mentes e corpos em entidades livres. Somente na companhia de iguais poderei ser feliz!

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