Saudade é oca, vazia, funda e triste Mas preenche, ocupa, alegra e mantem É ausência, limite, barreira e desdém Está ali, presente, sorrateiramente porém Distância infinita que de repente morre Lamento profundo que cessa num instante No encontro, no beijo, na voz No olhar atento e no abraço forte Dualidade ambígua que nos faz querer…Continue Reading “A segunda”

Falam de mim, como de mim soubessem Sabem de mim, como por mim vivessem Vivem por mim, como se assim pudessem Esquecem suas próprias vidas… e morrem! Navegam como sombras ambulantes Intensos, densos, nebulosos… tristes enfim Num mundo que criam, fenômenos apenas Pouco sentem, esperam muito, pouco sabem Marasmos intangíveis revestidos de pele, fluidos Inconsistência…Continue Reading “A primeira”